• Ricardo Figaro

Mario Livio investiga as razões da curiosidade


Como todo bom cientista, o astrofísico Mario Livio é um curioso por excelência. No livro “Por quê?”, que chega às livrarias em junho pela Record, ele faz uma minuciosa análise sobre o que vem antes disso: o que, afinal, provoca a curiosidade? Quais são os mecanismos por trás da curiosidade e da exploração? Sem uma resposta pronta ou consenso científico sobre o assunto, Livio consultou estudiosos de vários temas e entrevistou pessoas excepcionalmente curiosas – de astronautas a astros do rock.

POR QUÊ? – O QUE NOS TORNA CURIOSOS

(Why? – What makes us curious)

MARIO LIVIO

Tradução: Catharina Pinheiro

Páginas: 252

Preço: R$ 44,90

Editora: Record | Grupo Editorial Record

No livro, ele cita exemplos que vão da ciência à literatura e à música para ilustrar suas teorias. Explica os diferentes tipos de curiosidade definidos por cientistas e seus níveis de intensidade. E, além de mergulhar em dados e pesquisas, analisa ainda as trajetórias de dois indivíduos que, em sua opinião, “representam duas das mentes mais curiosas que já existiram”: Leonardo da Vinci e o físico Richard Feynman.

O texto passeia pelas mais diversas disciplinas, de psicologia a neurociência, passando por, na verdade, a história do mundo e das sociedades de forma bem geral – Livio defende que ao abandonar a pretensão dogmática do conhecimento que caracterizou a humanidade na Idade Média e substituí-la pela curiosidade, o ser humano despertou para um novo estilo de vida. Divertido, Livio dá ao leitor uma série de informações científicas e acadêmicas de maneira muito leve, com direito a histórias engraçadas sobre suas pesquisas.

TRECHO:

“Há vários tipos de curiosidade – aquela coceirinha para descobrir mais. O psicólogo anglo-canadense Daniel Berlyne colocou a curiosidade em um gráfico com dois eixos principais: um entre a curiosidade perceptiva e a epistemológica; e outro entre a curiosidade específica e a geral. A curiosidade perceptiva é provocada por valores atípicos extremos, por estímulos novos, ambíguos ou confusos, e motiva a inspeção visual – pensemos, por exemplo, na reação das crianças asiáticas de uma vila remota ao e deparar com um caucasiano pela primeira vez. A curiosidade perceptiva costuma diminuir com a exposição continuada. O oposto à curiosidade perceptiva no esquema de Berlyne é a curiosidade epistemológica, o verdadeiro desejo pelo conhecimento (o “apetite pelo conhecimento”, nas palavras do filósofo Immanuel Kant). Essa curiosidade tem sido o gatilho principal para todas as pesquisas científicas básicas e investigações filosóficas, e provavelmente foi a força por trás de todas as primeiras buscas espirituais.”

Mario Livio é astrofísico internacionalmente conhecido e autor de best-sellers. Membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, é consultor científico da Orquestra Sinfônica de Baltimore e participou de programas de televisão como 60 Minutes, Nova e The Daily Show with Jon Stewart. É autor de “A equação que ninguém conseguia resolver”, “Razão áurea”, “Deus é matemático?” e “Tolices brilhantes”, todos pela Record.

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