• Ricardo Figaro

Novo romance explora a relação familiar e o luto


Sucesso de critica com mais de vinte e cinco livros publicados, Jodi Picoult é considerada referência no romance. Não é a toa que já vendeu mais de 30 milhões de exemplares e teve algumas de suas obras adaptadas para o cinema e para a televisão. É o caso de “A guardiã da minha irmã” (no Brasil, o filme ganhou o título de “Uma prova de amor”), protagonizado por Cameron Diaz.

Quem lê os livros da autora está acostumado a encontrar uma trama sólida que aborda questões sociais relevantes, sempre atuais. Suas histórias já falaram desde suicídio até a doação de órgãos. Em “Tempo de partir”, a autora vai até os santuários de elefantes para expor a caça a estes animais.

Tempo de partir

Leaving time

Jodi Picoult

Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti

Páginas: 434

Preço: R$ 44,90

Editora: Verus | Grupo Editorial Record

“O mais novo romance multifacetado de Picoult, interessante e instigante como sempre, é permeado de fatos sobre elefantes, que exploram o comportamento do animal quando confrontado com a morte e o sofrimento, e combina uma história comovente de perda humana com um crime desconcertante até chegar ao poderoso final” - Booklist

Alice Metcal dedicou sua vida profissional à pesquisa do comportamento dos elefantes diante de situações de estresse pós-traumático, como o luto. Mas após uma tragédia no santuário de elefantes de New Hampshire, onde trabalhava, Alice desaparece. Esse é o ponto de partida para a trama, mas a verdadeira protagonista é Jenna Metcal, filha de Alice. Ela tinha apenas três anos quando a mãe sumiu e a única pessoa que poderia ajudá-la a entender este episódio é seu pai. Porém, após o trauma do acidente ele é internado às pressas numa clínica psiquiátrica.

Mais de uma década depois, Jenna continua atrás de qualquer pista que possa esclarecer o que aconteceu no santuário de elefantes. Ela não consegue aceitar que alguém que passou toda a sua carreira pesquisando a relação dos elefantes com a dor, especialmente o vínculo entre mãe e filhote, poderia abandonar a própria filha sem nenhuma explicação.

Depois de examinar os diários de pesquisa de sua mãe, fazer incontáveis buscas no Google e tentar encontrar alguma lucidez nas respostas do pai, Jenna apela para Serenety Jones, uma vidente outrora famosa por descobrir o paradeiro de pessoas desaparecidas, mas que caiu em desgraça após algumas previsões erradas, e para o ex-detetive particular, rabugento e alcoólatra, Virgil Stanhope. Conforme os três trabalham juntos, Jenna percebe que ao fazer perguntas difíceis, terá que lidar com respostas ainda mais duras.

O desenrolar da trama inclui reviravoltas e um tributo aos elefantes. A autora traça paralelos entre o comportamento humano e o do animal, reforçando que, além da memória, os elefantes também impressionam pela sua capacidade de conexão e lealdade. As histórias dos animais que aparecem no livro, aliás, são baseadas em situações reais que aconteceram no The Elephant Sanctuary, no Tennessee, nos Estados Unidos.

Jodi também chama a atenção para a caça ilegal aos elefantes, cujos números são alarmantes. A maior parte do comércio é voltada para a produção de marfim. As estimativas atuais apontam que cerca de 380 mil elefantes são assassinados por ano na África. Nesse ritmo, os elefantes nesse continente terão desaparecido em aproximadamente vinte anos. No, entanto, como mostra em seu livro, os caçadores ilegais não são a única ameaça a estes animais, que também são capturados para serem vendidos a safaris, zoológicos e circos.

Jodi Picoult é autora de mais de vinte e cinco livros, publicados com grande sucesso de crítica e público em mais de trinta países. A autora estudou redação criativa em Princeton e é mestre em educação pela Universidade de Harvard. Ganhou diversos prêmios e é uma das escritoras mais queridas no mundo inteiro. Jodi, o marido e os três filhos vivem em New Hampshire, nos Estados Unidos.

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