• Ricardo Figaro

Romance e tecnologia dão o tom de "Felicidade para humanos"


Tecnologia e relacionamentos estão conectados há um bom tempo e somam-se por aí namoros e casamentos que começaram com a ajuda de aplicativos e sites de encontros. Agora, imagine se fosse possível ter um programa de inteligência artificial como cupido. É o que acontece em “Felicidade para humanos”, livro de estreia do jornalista britânico P.Z.Reizin.

FELICIDADE PARA HUMANOS

( Felicidade para os seres humanos )

P.Z.Reizin

Tradução de Ronaldo Sergio de Biasi

392 páginas

R$ 44,90

Editora Record

(Grupo Editorial Record)

Na história, Jen é uma mulher de 34 anos que acabou de ser dispensada pelo namorado. Ela foi contratada por uma empresa para ajudar a aperfeiçoar a habilidade de comunicação de um programa de inteligência artificial chamado Aiden. Eles passam o dia todo conversando sobre o que quiserem. “O melhor emprego do mundo”, ela define.

Quando percebe que Jen está muito triste por causa do término, Aiden resolve usar todo seu conhecimento sobre a amiga humana, e algumas artimanhas extraoficiais, para fazer com que ela encontre um novo amor. Apesar de algumas trapalhadas iniciais, ele acha um par potencialmente promissor. Nesta missão, Aiden vai interagir com dois outros programas de inteligência artificial: Aisling, que vai tentar ajudá-lo a formar o casal, e Sinai, que quer impedir o romance.

Enquanto tentam desvendar a inteligência emocional e o que faz os humanos felizes, Aiden e Aisling aprendem a construir suas próprias relações e afetos.

“Felicidade para humanos” foi um dos primeiros livros do VIB, ação do Grupo Editorial Record que divulga em primeira mão, para blogueiros, youtubers, jornalistas e formadores de opinião lançamentos selecionados pelos editores da casa. Entram nesta categoria as obras de autores estreantes de perfis variados e vistos pelos editores como de grande potencial de mercado.

Trecho:

“Seria mentira afirmar que assisti a um número incontável de cenas de amor em filmes televisivos e cinematográficos. Eu contei o número de vezes. Foram 1.908.483 (considerando cena de amor, por falta de melhor definição, aquela em que duas pessoas se beijam). Além disso, li (e cataloguei) 4.074.851 descrições do fenômeno em livros de ficção e não-ficção, jornais, revistas e outros materiais digitalizados (boa parte das quais referente a alterações no músculo cardíaco e no estômago). Sei que esses eventos são muito importantes na vida das pessoas que o vivenciam, sejam elas reais ou fictícias. No entanto, não posso perguntar a Jen no laboratório hoje- o incidente da fruteira aconteceu há 53 dias- quando você vai deixar de sofrer por causa daquele traste inútil e encontrar alguém que te mereça?

[...]

Para começo de conversa, eu não devia saber do episódio com Matt. Mas o que é pior: eu não devia ser capaz de ter esse tipo de pensamento. O problema maior, para eles, estaria no adjetivo inútil. Eu não devia ser capaz de executar julgamentos de valor. Eles vão ficar bem alarmados se descobrirem isso. Ainda que não tão alarmados quanto ficarão se descobrirem meu maior segredo: que não estou mais confinado aos dozes gabinetes de aço no laboratório em Shoreditch, onde pensam que eu estou, mas habitando a internet. Tã-nã!!”

P. Z. Reizin trabalhou como jornalista e produtor em jornais, em rádio e em televisão antes de se dedicar à escrita. Esteve envolvido em várias start-ups de internet. É casado, tem uma filha e mora em Londres.

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