• Ricardo Figaro

Plataforma de programação pelas mãos da Positivo Tecnologia


A Positivo Tecnologia, por meio de sua área de inovação educacional, acaba de anunciar um acordo de cooperação tecnológica e pedagógica com a Micro:bit Foundation, entidade sem fins lucrativos com sede na Inglaterra, para introduzir o micro:bit nas escolas públicas e privadas, inicialmente do Brasil e, sucessivamente, em outros países da América Latina. A aliança estratégica prevê também a participação da Positivo no desenvolvimento, aperfeiçoamento e adaptação do micro:bit, plataforma baseada em um pequeno computador programável criada pela BBC para despertar o interesse por tecnologia, invenção e empreendedorismo, inspirar a cultura maker e ajudar a formar uma nova geração de inovadores em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Essa é a primeira vez que um país será parceiro de desenvolvimento de tecnologia do micro:bit. “Ou seja, não se trata apenas de um acordo comercial e, sim, de um projeto de cooperação internacional que conta com o apoio da Secretaria de Políticas de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)”, diz Roger Finger, head de Inovação da Positivo Tecnologia. A Positivo Tecnologia vai localizar programas desenvolvidos pela rede pública de rádio e TV do Reino Unido, BBC, desenvolver novos programas e também criar kits de acessórios e módulos periféricos para expandir ainda mais as funções e ligações do micro:bit com o currículo escolar.

“Em alguns anos, uma nova geração chegará ao mercado de trabalho, e é um desafio para todos que trabalham com educação prepará-los para enfrentar as transformações geradas pela revolução da Internet das Coisas (IoT). Estaremos cercados de dispositivos conectados à internet e será preciso entender e conviver com essa interligação. Aprender a programar e trabalhar com o micro:bit desde os primeiros anos escolares, é um passo fundamental para o sucesso profissional nesse amanhã digital”, completa o head de inovação da Positivo Tecnologia.

Cultura maker - com o micro:bit todos são inventores

Basicamente, o micro:bit é uma placa de circuitos que fica exposta justamente para atiçar a curiosidade sobre seu funcionamento. Compacta, prática e fácil de usar, tem um conector micro USB para alimentação e transferência de dados a partir de um PC, conector para bateria externa (2 pilhas AAA), um botão de RESET, dois botões de ação (A e B) e um pequeno display composto por 25 LEDs vermelhos arranjados em uma grade de 5 x 5, que podem ser usados para mostrar texto ou imagens. “O micro:bit é uma poderosa ferramenta para despertar o interesse dos jovens por programação e eletrônica e incentivar a cultura maker”, explica Roger. Segundo ele, o micro:bit é o único dispositivo que permite a produção de inúmeros projetos e programações sem precisar de acessórios.“Só com o display de LED e os sensores embutidos já é possível programar e ver os resultados na hora, o que para os alunos representa muito. Eles ficam extremamente motivados”, diz Roger, completando que com mais acessórios, sensores, etc., os projetos vão ficando mais robustos e complexos, mas que apenas com o micro:bit, crianças e jovens podem colocar em prática o conceito da IoT (Internet das coisas) e ter aulas práticas e divertidas para aprender a construir gadgets e criar programas para transformar dados em soluções criativas e inovadoras. São infinitas possibilidades para serem exploradas na escola ou fora dela, já que o micro:bit pode ser levado para casa.

Criado pela BBC em colaboração com 31 parceiros, entre eles ARM e Microsoft, o micro:bit começou a ser distribuído gratuitamente em 2016 a cada aluno do sétimo ano das escolas na Inglaterra e em Gales, e para estudantes na Irlanda do Norte e na Escócia de turmas equivalentes (a partir de 11 anos de idade, início do ensino médio), e hoje já é usada por um milhão de alunos, com programas educacionais desenvolvidos pela BBC e resultados comprovados: pesquisas realizadas junto a estudantes e professores revelam que o projeto teve um impacto forte e muito positivo, com 90% dos estudantes afirmando que o BBC micro:bit ajudou a mostrar que qualquer pessoa pode programar.

Diante do sucesso da iniciativa, foi criada a Micro:bit Educational Foundation e a plataforma começou a ser implementada em outros países. Hoje, há projetos em andamento em 40 países, como Finlândia, Irlanda, Noruega e Holanda e a Positivo Tecnologia foi o parceiro escolhido pela Micro:bit Foundation para o Brasil e a América Latina.

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