• Ricardo Figaro

Francisco Azevedo lança novo romance pela Record


O cenário é o bucólico bairro carioca da Gávea, no período final da ditadura militar. Duas casas geminadas, de fachadas quase idênticas. Em seu interior, porém, histórias muito diferentes. De um lado, uma família imersa na monotonia. De outro, o vigor de espíritos apaixonados e atrevidos. Surpresas, amores, tragédias, segredos e conflitos de geração vão promover mudanças profundas na intimidade das duas casas, nas décadas seguintes.

OS NOVOS MORADORES

Francisco Azevedo

Páginas: 420

Preço: R$ 44,90

Editora: Record / Grupo Editorial Record

Em "Os novos moradores", Francisco Azevedo passeia pelos dramas de duas famílias típicas da classe média carioca, num período que vai dos anos 1970 aos dias atuais. Tudo num estilo de escrita límpido e sedutor, que tem cativado milhares de leitores em diversos países — "Arroz de Palma", seu primeiro romance, já foi publicado em 13 idiomas e vendeu mais de 60 mil exemplares no Brasil.

TRECHO:

“Penso na história das casas geminadas da rua dos Oitis e em seus humanos caracóis. Penso no que esconderam aquelas paredes, no que se passou por trás daquelas portas. Penso na chegada dos novos moradores. No que causou o simples girar de uma maçaneta: o flagrante, a cena inimaginável. Qual o pior castigo: a dor dos pais ou o pavor dos filhos? Penso no que uma família é capaz de suportar e superar quando o amor prevalece. Na força transformadora do perdão, que liberta quem é perdoado e sobretudo quem perdoa. Penso na troca de comando que o tempo impõe a todos os lares. Num estalar de dedos, nossos filhos se tornam protagonistas e nós, os pais, com toda a experiência de vida, nos contentamos com papel menor. É assim e pronto — nada a fazer senão aceitar as regras do jogo.”

Neste novo livro, o foco permanece sobre as relações familiares — triviais à primeira vista, conturbadas e intensas na intimidade. Transgressoras, sempre: "O que chamamos de transgressão de costumes nada mais é que um novo olhar sobre nós mesmos. Olhar que nasce da experiência cotidiana, da prática do diálogo, da curiosidade que nos faz querer saber mais e mais sobre nossos corpos, nossos sentimentos, nos pesquisando, nos revirando e nos vendo pelo avesso — processo que acontece na intimidade desse fabuloso laboratório chamado família", conta o autor, em entrevista ao blog da editora.

A obra chega às livrarias em junho.

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