• Ricardo Figaro

Pedro Chagas lança livro pela Verus


Autor de “Prometo falhar”, que tem mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, faz sua estreia na Verus e vem ao Brasil em abril lançar sua mais nova obra, “Prometo perder”.

Pedro Chagas Freitas vive a literatura à flor da pele. Na sua obra, criou um mundo próprio de emoções que chama, em Portugal, de “Lamechalândia”, lugar dos “lamechas”, pessoas que demonstram o tempo inteiro as suas emoções. A palavra existe em português, mas não é usada por aqui. Pedro diz que seu correspondente no português brasileiro poderia ser “Emoçãolândia” ou “Sentimentalândia”. Essa descarga de sentimentos, em múltiplas vozes, e em textos que ora se assemelham a contos, ora crônicas ora poesia em prosa, está em seu novo livro “Prometo perder”, que ele lança no Brasil em abril, pela editora Verus.

Prometo perder

Pedro Chagas Páginas: 308

Preço: R$ 32,90

Editora: Verus |

Grupo Editorial Record

“Nunca coloquei uma etiqueta sobre o que escrevo. Escrevo o que sinto, escrevo o que as minhas personagens sentem. E cada uma das personagens, bem como cada uma das histórias, tem uma voz própria, uma voz especial. Algumas são mais doces, outras são mais amargas; algumas são luminosas, outras são mais escuras. Tento, em tudo o que escrevo, trazer um catálogo de humanos – e por conseguinte de humanidade. Somos as diferenças que temos, também”, diz ele, em entrevista ao blog da editora.

Aos 37 anos e com mais de 20 obras publicadas em Portugal, o autor tem nas redes sociais um canal direto com o leitor. Só no Facebook tem mais de um milhão de seguidores. Formado em linguística, também cria metodologias de escrita e dá cursos e workshops para os mais variados públicos. Ele diz ter sido nadador, barman, operário fabril, porteiro de discoteca e até jogador de futebol, mas afirma que a literatura é a sua forma de viver desde que aprendeu a escrever.

Rebeldia, submissão, saudade e desejo estão entre os ingredientes que compõem sua obra. Pedro também fala sobre os prazeres (ou a falta deles), solidão e loucura. Para ele, “perder” é um dos verbos mais difíceis de conjugar, por isso a necessidade de desmistificar o peso dado à palavra neste novo livro. O autor vem ao Brasil em abril para uma turnê de lançamentos. Não é sua primeira vez aqui, mas a expectativa para reencontrar os fãs é grande.

“Tudo o que vi quando estive no Brasil foi poesia: as pessoas, os lugares, as palavras, os cheiros. Os meus leitores brasileiros são expansivos, calorosos, e fazem-me sentir muito acarinhado. É maravilhoso. Tenho a certeza de que vai ser assim: muito calor, muita alegria, muita partilha. Mal posso esperar, confesso.”

Confira a entrevista com o autor no blog da Record.

LANÇAMENTOS:

Serviço:

05/04: Saraiva Eldorado – SP – 19h 06/04: Livraria Curitiba – Shopping Palladium- Curitiba – 19h 07/04: Saraiva Botafogo Praia Shopping – 19h

Trecho:

“Prometo perder

Prometo por vezes fraquejar, por vezes cair, por veze ser incapaz de ganhar. Nem sempre conseguirei superar, nem sempre conseguirei ultrapassar. Nem sempre poderei ser capaz de ir tão longe como você me pede, de te dar exatamente o que você merecia que eu te desse. O que desesperadamente te quero dar. Nem sempre conseguirei sorrir, também.

Prometo perder.

Prometo ainda me manter vivo depois de cada derrota, resistir ao peso insustentável de cada impossibilidade. Há de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir

Prometo perder.

Porque só quem ama corre o risco de perder; os outros correm apenas o risco de continuar perdidos.

Prometo perder.

Pedro Chagas Freitas escreve cenas variadas. Romances, novelas, contos, crónicas, guiões, letras de música, textos publicitários e outras imbecilidades. Publicou mais de duas dezenas de obras. Está na lista dos mais vendidos de 2014 em Portugal. Estudou linguística e criou jogos didácticos para estimular a produção escrita. Foi nadador-salvador, barman, operário fabril, porteiro de discoteca, jogador de futebol. Acredita que o país perfeito é a Lamechalândia. E vive por lá todos os dias. Leia mais em seu site e em seu perfil no Facebook.

#2017 #Verus #GrupoEditorialRecord

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