• Ricardo Figaro

Michael Sallah e Mitch Weiss contam a história do comandante americano que foi herói na Revolução Cu


“O comandante ianque” narra trajetória de William Morgan, que lutou ao lado de Che Guevara e depois foi perseguido por Fidel Castro. Livro também relata o romance do americano com a ativista cubana Olga Rodríguez.

William Morgan conquistou a simpatia de milhões de cubanos. Ele e Che Guevara lideraram grupos de combate que avançaram pelo país até conseguir fazer com que Fulgêncio Batista deixasse o poder. No entanto, quando Fidel Castro foi eleito, Morgan foi encarcerado junto com outros companheiros de batalha.

O COMANDANTE IANQUE

(The yankee comandante: the untold story of courage, passion and one American’s fight to liberate Cuba)

Michael Sallah & Mitch Weiss

Tradução de Cristina Cavalcanti

364 páginas

R$ 59, 90

Editora Record

(Grupo Editorial Record)

Segundo livro de autoria dos ganhadores do Pulitzer de Jornalismo Investigativo de 2004, Michael Sallah e Mitch Weiss, “O comandante ianque” é fruto de dez anos de pesquisa. Após longas entrevistas com historiadores, pessoas que lutaram na revolução, amigos e familiares de Morgan, e análise de centenas de documentos, entre eles arquivos da CIA e do FBI, os jornalistas reconstruíram a trajetória do americano na revolução cubana, os bastidores da contrarrevolução e seu romance com a guerrilheira cubana Olga Rodríguez, com quem se casou.

Depois de traições, detenções e uma fuga audaciosa, Morgan foi pego pelo esquadrão de fuzilamento de Fidel. Olga ficou presa por 11 anos e manteve um diário, que foi utilizado como fonte para Sallah e Weiss.

Trecho

“A escuridão envolvia La Cabaña, a antiga prisão fortificada junto à Baía de Havana. O pelotão de fuzilamento se reuniu diante do muro esburacado e manchado de sangue. Ninguém na área da capela, a sala de espera de Deus, veria a luz da manhã.

Com os braços fortes unidos pelas algemas, William Alexander Morgan avançou pelo longo corredor escuro e passou diante das celas onde muitos outros detentos se apertavam agachados sobre a própria imundície. Na guarita, homens uniformizados se reuniram para ver o prisioneiro. Os guardas garantiram que Morgan não presenciasse a aurora. Abriram o portão. A escolta o esperava para levá-lo. Poucas vezes um prisioneiro tinha chamado tanta atenção na prisão de Fidel Castro, onde mais de 597 homens tinham sido confinados antes de morrerem desde o fim da revolução, dois anos antes. Mas poucas vezes a prisão recebera alguém como Morgan. Até os guardas recuaram quando passou aquele prisioneiro musculoso de quase dois metros de altura, alheio aos que o rodeavam. Era o comandante ianque”

Michael Sallah foi finalista do Pulitzer novamente por uma série de reportagens em que expôs as terríveis condições das moradias para idosos e doentes mentais na Flórida.

Mitch Weiss trabalha atualmente em projetos especiais da Associated Press. É coautor de Caçando Che, também pela Editora Record.

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